sexta-feira, 8 de novembro de 2019

INDUSTRIA CULTURAL

O termo Indústria Cultural (do alemão, Kulturindustrie) foi desenvolvido pelos intelectuais da Escola de Frankfurt, especialmente Max Horkheimer (1895-1973) e Theodor Adorno (1903-1969).
A expressão surgiu na década de 1940, no livro “Dialética do Esclarecimento: Fragmentos Filosóficos”, escrito pelos autores citados acima em 1942 e publicado em 1972.

Conceito e Principais Características

O termo designa o fazer cultural e artístico sob a lógica da produção industrial capitalista.
Possui como corolários o lucro acima de tudo e a idealização de produtos adaptados para consumo das massas.
Vale destacar a influência marxista desta interpretação, a qual pressupõe a economia enquanto "mola propulsora" da realidade social.
Na Indústria Cultural, se fabricam ilusões padronizadas e extraídas do manancial cultural e artístico. Estas se mercantilizam sob o aspecto de produtos culturais voltados para obter lucro.
Além disso, tem o intuito de reproduzir os interesses das classes dominantes, legitimando-as e perpetuando-as socialmente.
Assim, ao submeter os consumidores à lógica da Indústria Cultural, a classe dominante promove a alienação nas dominadas.
Como resultado, torna os dominados incapazes de elaborarem um pensamento crítico que impeça a reprodução ideológica do sistema capitalista.
Por outro lado, o aperfeiçoamento tecnológico da Indústria Cultural permitiu que se perpetuasse o desejo de posse pela renovação técnico-científica.
Ademais, qualquer comportamento desviante das necessidades do consumo é combatido e tratado como anormal pela Indústria Cultural.
cultura popular e erudita são simplificadas e falsificadas para se transformarem em produtos consumíveis.
Isso provoca a decadência das formas mais originais e criativas de fazer cultura e arte.

Indústria Cultural e Cultura de Massa

Televisão x Livros
Quem estimula mais o cérebro: a televisão ou o livro?
Inicialmente, devemos salientar que a Indústria Cultural e os meios de comunicação em massa, bem como as ferramentas de propaganda (publicidade, marketing), são inseparáveis e indistintos.
Serão estes veículos e ferramentas os responsáveis pela criação e manutenção da crença de “liberdade individual”.
Livre de qualquer padronização, eles proporcionam o sentimento de satisfação pelo consumo, como se a felicidade pudesse ser comprada.
Na maioria das vezes, os produtos adquiridos não fornecem o que prometem (alegria, sucesso, juventude). Assim, eles iludem facilmente o consumidor, prendendo-o num ciclo vicioso de conformismo.
Postado por Irany Dicaprio.

sexta-feira, 18 de outubro de 2019

Teoria do conhecimento

Para os amiguinhos do 1 ano do capb.
teoria do conhecimento, ou gnosiologia, é uma área da filosofia voltada para a compreensão da origem, natureza e a forma que tornam possível o ato de conhecer pelos seres humanos.
Como disciplina da filosofia, a teoria do conhecimento surgiu na Idade Moderna, tendo como fundador o filósofo inglês John Locke.
Gnosiologia ou gnoseologia (do grego gnosis, "conhecimento", e logos, "discurso") está relacionada ao ato de conhecer, a partir da relação entre dois elementos:
  • o SUJEITO - aquele que conhece (ser cognoscente)
  • o OBJETO - aquilo que pode ser conhecido (cognoscível)
Partindo dessa relação, é possível conhecer algo e estabelecer formas distintas para o conhecimento, ou melhor, para a apreensão do objeto.
Pac Man - Relação sujeito-objeto
A apreensão do objeto pelo sujeito

Formas de Conhecimento

Diversas são as possibilidades de compreender ou de explicar algum fenômeno. A própria Filosofia nasce da necessidade de buscar um modo diferente de compreender o mundo. As explicações dadas pelos mitos deixaram de ser suficientes e alguns homens buscaram uma forma mais segura e confiável, a Filosofia.
Quando falamos sobre formas de conhecimento podemos falar de:
O saber filosófico se diferencia dos outros saberes por conta das especificidades de cada um deles. Por seu caráter lógico e racional, a filosofia afasta-se da mitologia e da religião por esses saberes estarem baseados na crença e não há provas ou demostrações.
Por seu caráter universal e sistemático, afasta-se do senso comum porque este trabalha baseado em experiências particulares.
E, por não possuir um objeto de estudo específico como as ciências (por exemplo, a química, a física, a biologia, a sociologia, etc.), o saber filosófico possui uma forma específica em meio aos diversos tipos de conhecimento.
A filosofia se preocupa com a totalidade dos saberes e dentro desta totalidade está a teoria do conhecimento.

A Epistemologia

A filosofia nasce do questionamento e da busca de uma forma lógico-racional para explicar a origem do mundo. Os primeiros filósofos questionaram as explicações fantasiosas dadas pelos mitos e buscaram alcançar um novo tipo de saber a partir de seu espírito crítico.
“De fato, os homens começaram a filosofar, agora como na origem, por causa da admiração, na medida em que, inicialmente, ficavam perplexos diante das dificuldades mais simples; em seguida, progredindo pouco a pouco, chegaram a enfrentar problemas sempre maiores.” (Aristóteles, Metafísica, I, 2, 982b12, trad. Reale)
Da admiração que nasce, nas palavras de Pitágoras, o "amor pelo conhecimento" (philo + sophia). A atitude filosófica consiste em olhar para o que há de mais comum e habitual como se fosse algo inédito a ser descoberto.
Sócrates ganhou o título de "pai da filosofia", mesmo não sendo o primeiro filósofo. Sistematizou a atitude filosófica como o a busca por um conhecimento válido, seguro e universal capaz de agir com uma base teórica para novos saberes e da consciência filosófica.
E foi seu discípulo Platão que, ao longo de sua obra, buscou definir dois tipos de saberes distintos: a doxa ("opinião") e a episteme ("conhecimento verdadeiro"). E, a partir daí, ao falarmos de conhecimento, estamos direcionados às questões gerais relativas ao conhecimento verdadeiro, o conhecimento científico, a Epistemologia.
O estudo sobre o conhecimento científico possui uma subdivisão que se refere à Lógica e a Teoria do Conhecimento. E é a teoria do conhecimento que será tratada com mais atenção aqui no texto.

O Conhecimento e os Objetos

É importante compreender que teoria do conhecimento não trata da apreensão de cada objeto especificamente, mas das condições gerais para o conhecimento humano e sua relação com tudo aquilo que pode ser conhecido (a totalidade dos objetos).
Como dito anteriormente, a teoria do conhecimento não se ocupa dos saberes específicos, por exemplo, o saber sobre política, futebol, artes ou química, mas em compreender como opera o ato de conhecer.
Para isso, é preciso perceber que o objeto a ser conhecido possui dois aspectos centrais. Existe fora da mente humana, mas, por outro lado, pode ser entendido como a própria mente humana dando sentido à realidade.
A relação do ser cognoscente com o objeto cognoscível produz uma série de saberes que chamamos de conhecimento.
Deste modo, ao longo da tradição filosófica, foram dadas diversas explicações para a pergunta "o que é o conhecimento?". Temos aqui alguns exemplos de respostas dadas a essa pergunta.
Quanto à possibilidade do conhecimento:
Corrente FilosóficaPontos-Chave
DogmatismoAcredita que tudo pode ser conhecido. A relação com o conhecimento se dá a partir de verdades inquestionáveis (dogmas) orientadas pela razão. Tudo pode ser conhecido.
CeticismoCompreende que o sujeito não dá conta de apreender o objeto. Há limites para o conhecimento e para a razão humana. É impossível um conhecimento total.
Quanto à origem do conhecimento:
Corrente FilosóficaPontos-Chave
RacionalismoO conhecimento tem origem na razão. Todo o conhecimento tem por base a Razão. Os sentidos nos enganam.
EmpirismoO conhecimento tem origem na experiência. É a partir dos sentidos e das percepções que nos relacionamos com o mundo e podemos conhecer alguma coisa.

sexta-feira, 16 de agosto de 2019

O governo Lula

governo Lula compreende os dois mandatos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, de 2003 a 2010.
Sua administração tirou milhares de pessoas da pobreza absoluta, porém foi marcada por casos de corrupção como o mensalão.
Apesar disso, Lula conseguiu eleger sua sucessora, a ex-ministra Dilma Rousseff.

Economia no Governo Lula

O governo Lula continuou a política econômica do seu antecessor, o presidente Fernando Henrique Cardoso. Manter a inflação controlada e o real estável seguiu sendo a prioridade do governo.
Lula e FHC durante a posse em 2003
Lula e FHC durante a posse em 2003
Lula também contou com o cenário exterior favorável quando a China e a Índia começaram a crescer, abrir seus mercados e consumir mais. Isto gerou o aumento de exportação de matérias-primas e das commodities brasileiras.
Igualmente, quando a crise econômica começou em 2008 nos Estados Unidos e na Europa, o Brasil não foi tão atingido. O governo diminuiu certos impostos, como o Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), que tributa sobre os eletrodomésticos, por exemplo.
Assim, as indústrias não repassaram o aumento para o consumidor fazendo com que o mercado interno ajudasse a manter a economia brasileira estável.
Por causa desta crise e do bom momento que atravessava a economia brasileira, empresários e trabalhadores estrangeiros começaram a vir ao Brasil para investir e tentar a vida por aqui.
Neste período, também foram realizados os Jogos Pan-americanos (2007) com vistas a conquistar o direito de sediar os Jogos Olímpicos.
O Brasil conseguiu ter aprovada sua candidatura para realizar a Copa do Mundo (2010), os Jogos Militares (2011), os Jogos Mundiais dos Povos Indígenas (2015), e as Olimpíadas e Paraolimpíadas (2016).
A construção de estádios e infraestruturas necessárias para abrigar estes eventos impactaram positivamente na economia local. Do mesmo modo, contribuíram para projetar a imagem de um Brasil próspero e estável no exterior.

Programa de Aceleração do Crescimento

Em 2007, o governo lança o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) com o fim de incrementar as infraestruturas do país.
O presidente Lula escolhe a ministra Dilma Rousseff para estar à frente deste plano e assim aumentar sua visibilidade e ter condições de construir uma candidatura forte nas eleições presidenciais de 2010.
Mais tarde, o programa foi desdobrado a fim de alcançar outras áreas que necessitavam atenção, como a infância, habitação e cidades históricas. A verba para custear estes programas viria do governo federal e de empresas privadas.
Estas empreiteiras, para conseguir contratos e vencer licitações, pagavam subornos a deputados e senadores. Em certas ocasiões, os próprios políticos cobravam algum tipo de propina para liberar obras. Isto se tornaria um dos maiores escândalos do governo Lula que seria descoberto durante o governo Dilma.

Programas Sociais no Governo Lula

No seu discurso de posse em 2003, o presidente Lula lembrou que vários cidadãos brasileiros ainda não eram capazes de fazer três refeições por dia. Por conseguinte, ele convocava todos a se unirem ao combate contra a fome.
Assim, o governo pôs em marcha vários programas sociais, cuja grande estrela seria o Bolsa-Família (2004) onde a renda era transferida diretamente para as famílias.
Os beneficiados deveriam cumprir certos requisitos, como ter renda mensal de 85 a 175 reais, ter gestantes ou filhos de 0 a 17 anos entre os membros familiares. O valor recebido pelas famílias variava entre 35 a 176 reais mensais. Em contrapartida, a família se comprometeria em manter os filhos na escola e ir ao médico regularmente.
Este programa foi um dos maiores êxitos do governo, pois a pobreza extrema foi reduzida em 75% no Brasil, entre 2001 e 2014, segundo dados da FAO.
Embora tenha sido criticado pela oposição como clientelista, o fato é que muitas famílias puderam ter acesso a alimentos, material escolar e roupas pela primeira vez.

Educação no Governo Lula

Para a educação, o governo Lula preparou um plano onde se buscava democratizar o acesso à escola em todos os níveis e em todo território nacional. Foi instituído o Fundeb (2007) a fim de auxiliar o financiamento e a expansão da educação básica.
No ensino superior promoveu a ampliação de bolsas para o mestrado e o doutorado, com o intuito de aumentar em 5% o número de professores qualificados das universidades.
O acesso das camadas mais pobres da população ao ensino superior foi ampliado através do sistema de cotas sociais e raciais adotado por 20 universidades federais de 14 Estados.
Em 2009, foi criado o Sistema de Seleção Unificada (Sisu), que escolhe alunos para vagas em universidades federais através da nota do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem).
Com isso, um estudante de qualquer estado do país teve a oportunidade de cursar uma universidade federal de outro, sem a necessidade de fazer mais um exame.
O governo ainda abriria 14 novas universidades federais para aumentar as vagas. Entretanto, ao mesmo tempo, permitiu que as universidades privadas crescessem graças aos programas de financiamento de bolsas públicas em universidades particulares através do Prouni (Programa Universidade para Todos) criado em 2005.

Política Externa no Governo Lula

No campo da política externa, o governo Lula fez promoveu visitas a vários países. Também participou de Fóruns internacionais como o de Davos e o G-20, onde Lula apoiou a entrada da Rússia neste organismo.
Além disso, manteve uma agenda de cooperação com países como a China, Índia, Rússia e África do Sul, que resultou na aliança econômica BRICS.
Nas relações internacionais foram privilegiados os países da América do Sul através do acercamento estratégico entre os presidentes Lula, Néstor Kirchner e Hugo Chávez. Esta aliança tinha objetivos mais pragmáticos – construções de refinarias, investimentos na Argentina – que ideológicos.
Néstor Kirchner, presidente da Argentina, Lula e Hugo Chávez, da Venezuela, em 2006
Néstor Kirchner, presidente da Argentina, Lula e Hugo Chávez, da Venezuela, em 2006
A África também foi um alvo excepcional para o presidente como atestam as 19 embaixadas abertas neste continente, seguido de um incremento nas trocas comerciais. Em 2002, o intercâmbio do Brasil com o continente somava US$ 5 bilhões; em 2008, passou para US$ 26 bilhões.
Lula também perdoou a dívida externa de vários países africanos, entre os quais a Nigéria, a fim de promover a cooperação Sul-Sul.
Todas essas medidas tinham como objetivo forçar uma reforma na ONU e alcançar um assento permanente no Conselho de Segurança deste órgão.
Apesar do esforço, o Brasil não obteve o desejado posto, mas viu suas trocas comerciais aumentarem com quase todos os países com os quais mantinha relações.
No final do seu mandato, Lula protagonizaria o momento mais polêmico de sua política externa ao receber em Brasília o presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, em 2009.

Escândalo de Corrupção: Mensalão

mensalão era um sistema de pagamentos ilícitos que o governo federal usava para garantir o apoio dos deputados e senadores nas votações de leis e emendas favoráveis ao governo.
O esquema foi descoberto através de uma filmagem realizada por câmara escondida quando um diretor dos Correios explica a dois empresários como eram fraudadas as licitações. Deste esquema participaria o deputado e presidente do PTB, Roberto Jefferson, que era aliado do governo.
A partir deste momento foram realizadas uma série de investigações e instituídas CPI (Comissão Parlamentar de Inquéritos) que salpicaram vários aliados do governo Lula.
O próprio deputado Roberto Jefferson acusou o tesoureiro do PT, Delúbio Soares, de realizar pagamentos a alguns deputados do Congresso Nacional. Esses pagamentos foram chamados de "mensalão", pois eram efetuados mensalmente.
As denúncias derrubaram o ministro da Casa Civil, José Dirceu; e o deputado Roberto Jefferson foi declarado inelegível por 10 anos.

Outro deputado do PT, João da Cunha, foi acusado de participar dessa trama, mas renunciou ao mandato de deputado antes que fosse formalizada qualquer acusação contra ele.

O governo de Fernando Henrique Cardoso

O governo presidencial de dois mandatos, 1º mandato (1994-1997) e 2º mandato (1998-2002), de Fernando Henrique Cardoso foi marcado pela efetiva implantação da política Neoliberal no Brasil.
Fernando Henrique Cardoso nasceu no estado do Rio de Janeiro no dia 18 de junho de 1931, com menos de dez (10) anos mudou-se para São Paulo, lá concluiu o curso de Ciências Sociais pela Universidade de São Paulo (USP), realizou os estudos de pós-graduação na Universidade de Paris. Na década de 1960, após o Golpe Militar no Brasil, foi exilado no Chile e posteriormente na França, onde realizou seus estudos de pós-graduação, retornou para o Brasil como professor da USP no ano de 1968, com o decreto do Ato Institucional (AI-5) foi aposentado de suas atribuições docentes.
Após a aposentadoria foi convidado a lecionar em algumas universidades estrangeiras e fundou, juntamente com outros intelectuais brasileiros, o Centro Brasileiro de Análise e Planejamento (CEBRAP). Esse Centro tinha como principal objetivo a análise da realidade socioeconômica da sociedade brasileira.
Sua vida política teve início no ano de 1978, quando foi eleito suplente do Senador paulista Franco Montoro, no ano de 1983 assumiu o senado quando Franco Montoro foi eleito governador do estado de São Paulo. Perdeu as eleições para a prefeitura de São Paulo para Jânio Quadros no ano de 1985, mas em 1986 foi eleito senador por São Paulo.
Fernando Henrique Cardoso foi um dos fundadores do Partido Social Democrático Brasileiro (PSDB). No primeiro ano do mandato do presidente Itamar Franco, Fernando Henrique assumiu o Ministério das Relações Exteriores, em 1992, e no ano seguinte foi atribuída a ele a função de Ministro da Fazenda. Nesta pasta realizou uma reforma monetária na economia brasileira que vivia sucumbida pela inflação, o chamado Plano Real.
Em 1993 deixou o Ministério da Fazenda e lançou sua candidatura à presidência da República pelo PSDB, seu principal adversário foi Luiz Inácio Lula da Silva, que concorria à presidência pelo Partido dos Trabalhadores (PT), Lula era o favorito à presidência. Fernando Henrique Cardoso ganhou as eleições e assumiu a pasta presidencial no ano de 1994. Seu principal objetivo durante o primeiro mandato foi o combate à inflação.
No primeiro mandato, mas precisamente no de 1997, FHC (como ficou conhecido) deu continuidade ao processo de reformas estruturais com a finalidade de evitar a volta da inflação, procurando deixar a economia estável. Durante este mandado o presidente pautou pela privatização de várias estatais brasileiras, como a Companhia Vale do Rio Doce (empresa do setor de mineração e siderurgia), a Telebrás (empresa de telecomunicações) e o Banespa (banco pertencente ao governo do estado de São Paulo). A compra das empresas estatais ocorreu, sobretudo, por grupos estrangeiros, que faziam aquisição das ações ou compravam grande parte dessas, assim, tornavam-se sócios majoritários.
Ainda no ano de 1997, FHC conseguiu enviar e aprovar no Congresso Nacional a emenda da reeleição, tornando-se candidato outra vez à presidência da república e ainda tendo Lula como seu principal adversário. O Plano Real e o controle da inflação continuou sendo sua principal propaganda política, o que favoreceu a FHC mais uma vitória nas urnas, conseguindo a reeleição.
No ano de 1999, FHC assumiu o segundo mandato como presidente do Brasil, neste mandato não houve grandes investimentos nas reformas estruturais (privatizações). Ocorreram, sim, algumas reformas no setor da Educação, sendo aprovadas no ano de 1996 as Leis de Diretrizes e Bases para a Educação (LDB), e posteriormente foram criados os Parâmetros Curriculares para o Ensino Básico.
Ao final do seu segundo mandato (2002), somando oito (8) anos no poder, FHC conseguiu controlar a inflação brasileira, entretanto, durante o seu governo a distribuição de renda no Brasil continuou desigual, a renda dos 20% da população rica continuou cerca de 30 vezes maior que a dos 20% da população mais pobre. O Brasil ficou em excessiva dependência do Fundo Monetário Internacional (FMI). O governo FHC foi responsável pela efetiva inserção do Brasil na política Neoliberal.
FHC deixou a presidência no dia 1 de janeiro de 2003, e quem a assumiu foi Luiz Inácio Lula da Silva.
Irany santos
Mestre em História